segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reles ser humano


Na lagrima que me escapa
No silencio que doi fugaz
Me vejo sozinha sem poder
E nem querer voltar atraz.
A vida escorre por entre meus dedos
Não tenho mais o tempo como amigo
Minha amizade agora é um pranto
Que sozinha vivo a lamentar.
O coração?Esse ingrato
Nem sei aonde foi parar
Talvez esteje por ai perdido, ou
Então eu não tenha lhe entendido
A alma se perda na imensidão
De um universo dentro de si mesma
Onde ja não se ve o fim
Nem se sabe ao menos do começo
O corpo..Este se torna apenas
Uma estrutura,sem cor,que não reflete mais vida
Ao fim torna-se algo descartável
Aquela vontade de lutar..
Se esvai sem dar tempo para pensar
Os que estavam ao meu lado
Desaparecem, como poeira ao vento
Mas como diz o velho poeta:
"Faço poesia, como quem morre"
A cada verso desta minha escrita
Parte-se minha essência e perde-se de mim
E é nestes versos que timidamente revelo
Não sou tão forte assim
Sou um reles ser humano!
Maguado taciturno desprovido
De alegria.
Sou um reles ser humano!
Que morre sem motivo
Que se despedaça por uma amor antigo
Que se mata por uma magoa conhecida
A magoa de não ter a quem se ama
No fim de tudo sou apenas um...
Reles ser Humano!
 
 
 
Obs: Gostaria de Agradecer a "ESTER" por ter me ajudado na escrita deste "Poema"

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